Soulfly bota fogo na galera com Sepultura, Motörhead, Pantera e um elemento surpresa

Max Cavalera comanda o Soulfly no Audio Club (Foto: Edu Lawless)
Max Cavalera comanda o Soulfly no Audio Club (Foto: Edu Lawless)

Max Cavalera ofereceu tudo o que os metaleiros desejavam neste domingão no Audio Club, em São Paulo. À frente do Soulfly, o lendário vocalista do Sepultura misturou um apanhado de hits da ex-banda, canções novas do disco Archangel e combinou homenagens a Lemmy, do Motörhead, Pantera, Metallica, Iron Maiden… A apresentação, que teve  abertura dos paulistanos do Project46, fez parte da turnê do Soulfly pela América Latina. Antes, eles rodaram o país com passagens por cidades como Fortaleza, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Florianópolis.

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A treta do D.R.I. ou o show que não rolou de novo

D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)
D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)

Não é a primeira vez que a banda americana D.R.I. decepciona os fãs da América do Sul. Na semana passada, os caras anunciaram em cima da hora o cancelamento da turnê por países como Chile, Argentina, México e Brasil. Na versão deles, bastante contestada pelos fãs e responsáveis pelas apresentações, houve falhas no pagamento antecipado e na reserva de voos. Ontem (terça), o grupo tocaria no Inferno, em São Paulo, e hoje (quarta) no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. Não rolou de novo.

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É a segunda vez que o D.R.I., um dos nomes mais fodas do crossover dos anos 80 (gênero que mistura trash e hardcore), cancela shows por aqui. Em 2014, a tour pelo Brasil foi suspendida porque os integrantes da banda alegaram que não tiveram tempo suficiente para tirar os vistos necessários para entrar no país. Ou seja, o histórico dos caras não tá favorável.

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The Astonishing: É preciso falar sobre o que fez o Dream Theater

Dream Theater: mais ambicioso do que nunca
Dream Theater: mais ambicioso do que nunca

Numa época em que músicas se tornam cada vez mais descartáveis e avulsas, muitas delas lançadas e vendidas fora de um álbum, ouvir o trabalho novo do Dream Theater, The Astonishing, que saiu no início deste ano, é estar diante de um estranho fora do ninho. Os caras produziram uma ópera rock, em CD duplo, composta por 34 faixas e mais de 120 minutos.

Cada canção conta um trecho da história maluca inventada por John Petrucci, o guitarrista e líder da banda americana de metal progressivo, segundo a qual a milícia Ravenskill luta, usando o poder da música, contra o domínio opressor do Great Northern Empire. Tudo se passa em 2285, num ambiente futurista em que máquinas chamadas NOMACS foram concebidas para executarem o som perfeito, mas sofreram interferências malignas pelo caminho.

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Metal Selva de Pedra: o underground é aqui

Os caras do Furia Inc: canções do novo álbum, Murder Nature
Os caras do Furia Inc: canções do novo álbum, Murder Nature

É de tirar o chapéu a iniciativa de um coletivo de bandas da capital paulista de colocar de pé, mais uma vez, um festival realizado na marra, sem recursos, e reunir bandas que fazem parte do metal underground de São Paulo. É o Metal Selva Pedra, que chegou à sua segunda edição na noite de ontem (sábado, 5 de março) no Ozzy Stage Bar, na Barra Funda.

E a noite foi pesada, intensa e cheia de mosh (o lema do festival é #vempromosh). O mais legal é o espírito de camaradagem entre as bandas. Ficamos com a sensação de que rola de fato uma amizade leal entre todo mundo que sobe ao palco. Todos se ajudam, se incentivam. Vi várias vezes, por exemplo, o baterista de uma das bandas ajudando a preparar os instrumentos de outra. Ou o guitarrista auxiliando seu parceiro a passar o som. É assim que a coisa acontece!

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The Dillinger Escape Plan vem ao Brasil pela primeira vez em abril

The Dillinger Escape Plan
The Dillinger Escape Plan em ação (Divulgação)

É oficial! A banda americana de metal The Dillinger Escape Plan vai se apresentar pela primeira vez no país. O show está programado para ser realizado na Clash Club, em São Paulo, no dia 17 de abril, um domingão. Os ingressos custam de 100 a 300 reais e começam a ser vendidos amanhã (19 de janeiro) pelo site www.clubedoingresso.com.

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Rotten Pieces: é bom ficar de olho nesses moleques!

Davi Menezes (bateria), Leo Morales (vocal/baixo) e Lucas Putini (guitarra)
Davi Menezes (bateria), Leo Morales (vocal/baixo) e Lucas Putini (guitarra)

Vi os moleques do Rotten Pieces em ação, pela primeira vez, abrindo para o Krisiun em São Bernardo do Campo. Fiquei impressionado com a maturidade do som e a energia no palco, levando em conta que os três integrantes da banda de death metal têm menos de 20 anos. É a novíssima geração do metal trazendo um som brutal para a cena nacional. É bom ficar de olho neles!

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Formado por Leo Morales (vocal e baixo), Lucas Putini (guitarra) e Davi Menezes (bateria), o grupo acaba de lançar o primeiro EP, Rot in Pieces, composto de seis faixas e produzido por Léo Magma. Dá para ouvir completo aqui. Gostei do álbum (e do show) porque não há frescura nem excessos, frases ou solos dispensáveis. Eles vão direto ao ponto, têm bons riffs de guitarra, uma voz gutural que ecoa o Sepultura e uma bateria rápida e precisa. Parece coisa de gente grande!

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50 melhores álbuns de metal de todos os tempos, para a Loudwire

 

O fim de ano se aproxima e as listas de melhores discos e filmes abundam em sites e revistas. A publicação americana Loudwire, especializada em hard rock e heavy metal, soltou uma seleção legal (com algumas polêmicas) dos 50 melhores álbuns de metal de todos os tempos, com comentários justificando cada escolha.

Em geral, considero uma lista justa e abrangente das diferentes vertentes do gênero, do power ao black metal. Há, no entanto, apostas pouco óbvias, como meter o Korn (por ser um dos criadores do nu metal) e o metal progressivo do Dream Theater entre Black Sabbath, Metallica e Iron Maiden. Num honroso 21º lugar aparecem os brasucas do Sepultura com Beneath the Remains, de 1989.

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Talvez a posição mais inusitada seja a 11ª colocação para os armênios radicados nos Estados Unidos do System of a Down, devido ao sucesso espetacular e a inovação de Toxicity. Pessoalmente gosto dessa aposta; colocaria, no entanto, mais para o meio da lista. Senti falta, por outro lado, de bandas como Carcass (Heartwork estaria na minha lista), Lamb of God (As the Palaces Burn, a meu ver, merecia ser lembrado) e AC/DC (tudo bem, eles estão na fronteira entre o rock e o metal, mas valeria a menção).

Confira a lista completa abaixo:

1. Black Sabbath, Paranoid
2. Metallica, Master of Puppets
3. Iron Maiden, The Number of the Beast
4. Slayer, Reign in Blood
5. Pantera, Vulgar Display of Power
6. Ozzy Osbourne, Blizzard of Ozz
7. Judas Priest, Screaming for Vengeance
8. Metallica, Ride the Lightning
9. Megadeth, Peace Sells… But Who’s Buying?
10. Black Sabbath, Master of Reality

'Master of Puppets', do Metallica, sempre no topo de qualquer lista
‘Master of Puppets’, do Metallica, sempre no topo de qualquer lista

11. System of a Down, Toxicity
12. Motorhead, Ace of Spades
13. Tool, Lateralus
14. Venom, Welcome to Hell
15. Opeth, Blackwater Park
16. Black Sabbath, Black Sabbath
17. Dio, Holy Diver
18. Judas Priest, Sad Wings of Destiny
19. Mastodon, Leviathan
20. Rainbow, Rising

'Black Sabbath', do Black Sabbath: o pai de todos
‘Black Sabbath’, do Black Sabbath: o pai de todos

21. Sepultura, Beneath the Remains
22. Slayer, Seasons in the Abyss
23. Black Sabbath, Heaven and Hell
24. Queensryche, Operation: Mindcrime
25. Dream Theater, Images and Words
26. Exodus, Bonded by Blood
27. Entombed, Wolverine Blues
28. Celtic Frost, To Mega Therion
29. Anthrax, Among the Living
30. At the Gates, Slaughter of the Soul

'Beneath the Remains', do Sepultura: único representante brasileiro da lista
‘Beneath the Remains’, do Sepultura: único representante brasileiro

31. Judas Priest, British Steel
32. Metallica, Kill ‘Em All
33. Megadeth, Rust in Peace
34. Death, Human
35. Iron Maiden, Powerslave
36. Metallica, The Black Album
37. Emperor, Anthems to the Welkin at Dusk
38. Mercyful Fate, Don’t Break the Oath
39. Korn, Korn
40. Bathory, Bathory

'Powerslave', do Iron Maiden: clássico britânico
‘Powerslave’, do Iron Maiden: clássico britânico

41. King Diamond, Abigail
42. Neurosis, Times of Grace
43. Helloween, Keeper of the Seven Keys, Part I
44. Morbid Angel, Altars of Madness
45. Iron Maiden, Iron Maiden
46. Darkthrone, A Blaze in the Northern Sky
47. Cannibal Corpse, Tomb of the Mutilated
48. Slipknot, Slipknot
49. Mayhem, De Mysteriis Dom Sathanas
50. Accept, Balls to the Wall