Irmãos Cavalera de volta com novo álbum. Ouça uma das músicas

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Cavalera Conspiracy: novo álbum e volta ao thrash

Daqui a três dias, em 17 de novembro, o Cavalera Conspiracy lança seu novo álbum, Psychosis. Pelo comichão da mídia especializada, espera-se coisa boa por aí. Duas canções, Insane e Spectral War, já estão circulando em alguns sites. A pegada nos faz lembrar o Sepultura em sua melhor fase. É um pouco do que o próprio Max afirma, em entrevista para o Metal Wani: “É o melhor álbum do Cavalera, meu favorito. Tem a mesma intensidade e energia de coisas antigas como Arise e Beneath the Remains, do Sepultura”.

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Nove músicas compõem o disco, cujas letras têm de tudo um pouco: falam sobre drones que comandam ataques em áreas de guerra, o estado de paranoia atual e a gestão desastrosa de Donald Trump nos Estados Unidos. Igor, que comanda o projeto ao lado do irmão Max, ambos fundadores do Sepultura, conta que extraiu de uma rica experiência em Uganda, na África, a pegada tribal em faixas como a instrumental Psychosis. Algo que ele já vem testando desde Roots, álbum do Sepultura que completou 20 anos.

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Psychosis: lançamento marcado para 17 de novembro

Em crítica para o Metal Sucks, Axl Rosenberg avaliou o novo trabalho com quatro de cinco estrelas possíveis. E cravou com uma provocação: “É o melhor álbum do Sepultura desde Chaos A.D”. Criado em 2007, em Phoenix (EUA), o Cavalera Conspiracy marca a reconciliação dos irmãos Max e Igor Cavalera, que tiveram alguns arranca-rabos nas épocas turbulentas da dissolução parcial do Sepultura. Lançado pela gravadora Napalm Records e produzido por Arthur Rizk, Psychosis é o quarto álbum da banda.

Confira abaixo a faixa de abertura, Insane:

Agenda: Anthrax a Accept no Free Pass Metal Festival

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Anthrax: gigantes do thrash metal

A melhor pedida desta semana para os headbangers que estão na capital paulista é, sem dúvida, o Free Pass Metal Festival, que reúne nesta quinta (dia 9) dois gigantes do metal na mesma noite: Anthrax e Accept. Ícone do thrash metal, ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth, o Anthrax apresenta a turnê de seu álbum mais recente, o ótimo For All Kings, lançado em 2016. Eles fecham a noite no Tom Brasil. Antes, os alemães do Accept sobem ao palco apresentando a turnê The Rise of Chaos World Tour. Mais informações abaixo:

Line-up
20h30: King of Bones
21h20: Accept
23h: Anthrax

Data: quinta-feira (9 de Novembro de 2017)
Local: Tom Brasil 
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281,Chácara Santo Antônio, São Paulo (SP)
Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 4000 pessoas
Ingressos: Ingresso Rápido

Overload Music Fest tem line-up que aponta para o futuro do metal

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Se fosse você não perdia o Overload Music Fest, que rola neste sábado (16/9), em São Paulo. É a quarta edição de um dos festivais que mais se esforça para trazer novos nomes do metal ao país, formando um line-up interessante que aponta para o futuro do gênero musical. Na falta de uma definição melhor, as bandas que se apresentam no evento — Enslaved, Sólstafir, Les Discrets e John Haughm — misturam black metal, shoegaze, rock progressivo e elementos eletrônicos. Lembrando: o festival rola no sábado (16/9), a partir das 16h30, no Carioca Club (casa de pagode que costuma abrigar metaleiros eventualmente, ali perto do Largo da Batata). Saiba mais aqui -> Facebook do festival.

Line-up
17h30: John Haughm (EUA)
18h30: Les Discrets (França)
20h15: Sólstafir (Islândia)
22h: Enslaved (Noruega)

Serviço
Data: 16/9/2016 (sábado)
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima)
Abertura da casa: 16h30
Início dos shows: 17h30
Ingressos: R$ 200 (estudante e promocional) a R$ 400 no Clube do Ingresso
Classificação etária: 16 anos

Lacerated and Carbonized mostra Rio de Janeiro em convulsão

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Os caras do Lacerated and Carbonized: o Rio dos infernos

Já que o rock nacional continua no mundo da fantasia, cantando letras de amor no meio da bagunça institucional que o país vive, o jeito é olhar para o metal. A banda Lacerated and Carbonized, do Rio de Janeiro, lançou no fim de 2016 um dos discos que melhor traduzem o momento atual, Narcohell. Cantando em inglês e português, algumas músicas misturam os dois idiomas, o grupo foca no caos carioca, mas o discurso pode se estender para todo o Brasil. É uma paulada da melhor qualidade, sem medo de disparar fúria para todo lado.

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Além das letras contundentes, o som do LAC (como eles gostam de abreviar) é um death metal rápido e feroz. Muito foda! O segundo disco dos caras, The Core of Disruption, de 2013, já tinha se destacado naquele ano, com músicas como O Ódio e o Caos e Third World Slavery. Repetindo a parceria com o produtor alemão Andy Classen, que já trabalhou com bandas como Krisiun e Tankard, o novo Narcohell mostra que Jonathan Cruz (vocal), Caio Mendonça (guitarra), Paulo Doc (baixo) e Victor Mendonça (bateria) se consolidam como um dos nomes mais fortes do metal nacional.

Saca só abaixo a faixa que dá nome ao álbum: Narcohell.

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Agenda: tem noite de metal no Red Bull Music Academy!

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O trio Rakta, uma das atrações da noite Ruído em Progresso

Botaram uma noite de metal na programação do festival Red Bull Music Academy, que rola em São Paulo de 2 a 11 de junho e tem como homenageado principal o grupo de rap Racionais MC’s. Como o espaço está cada vez mais minguado para os metaleiros, uma iniciativa desse tipo é de aplaudir. Vou lá conferir! A pegada experimental, de vanguarda, que é a tônica do evento, também se mantém na seleção das atrações que tocarão no Centro Cultural São Paulo, nesta quinta (8 de junho).

Chamada de Ruído em Progresso, a noitada dá preferência a grupos que inovam a música pesada com uma atmosfera lisérgica, efeitos que parecem trilhas sonoras de filme de terror e vocais sussurrados ou gritados. Na falta de um rótulo melhor, mais esclarecedor, esse tipo de som é definido como pós-punk ou pós-metal. Assim como a pós-modernidade, não quer dizer muita coisa. O que importa aqui é criar um clima, uma atmosfera que embala o público em uma viagem cujo destino é mais próximo do inferno do que do paraíso.

+ FingerFingerrr: a nova cara do rock nacional

Uma das bandas é o Rakta, trio paulistano formado por Paula Rebellato, Carla Boregas e Nathalia Viccari. Baixo, voz, teclado e bateria — elas dispensaram a guitarra — se misturam num som cheio de ecos e sintetizadores. O Rakta lançou seu segundo álbum, III, no fim de 2016. De acordo com a programação, as garotas vão participar de uma performance inédita ao lado da lendária banda de punk dos anos 1980 As Mercenárias, que tem Sandra Coutinho como a única integrante da formação original.

Quem também promete quebrar tudo é o grupo de black metal baiano Mystifier, que deve apresentar músicas dos discos Wicca (1992), Goetia (1993) e Profanus (2001). Pioneiros do gênero no Brasil, ao lado dos mineiros do Sarcófago, uma das influências declaradas, os caras do Mystifier continuam na ativa berrando letras proibidas para a família cristã em show com braceletes de couro, pulseiras de espinho e corpse paint (a pintura de cadáver típica das bandas de black metal).

Ruído em Progresso nesta quinta no CCSP. Vamos colar lá?

 

Ludovic se atira como antes no meio de uma plateia alucinada

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Ludovic em show no Centro Cultural São Paulo (Foto: Fernanda Foloni)

Lembro de ter visto o Ludovic pela primeira vez no meio dos anos 2000 num dos inferninhos da Rua Augusta, em São Paulo. Pode ter sido no Outs, não tenho certeza. Eu tinha 20 e poucos anos, e eles também. Ou seja, as mesmas preocupações de adolescentes prestes a entrar no complexo mundo dos adultos.

Uma pulsante cena independente de rock se formava por ali, com bandas legais como La Carne, Forte Apache, Ästerdon e Fud tocando num circuito de clubes decrépitos e festas underground. Todos, assim como o Ludovic, buscando seu espaço nas beiradas do mainstream.

+ FingerFingerrr: a nova cara do (garage) rock nacional

O Ludovic tinha um dos shows mais insanos da capital paulista. Altamente explosivo, o vocalista Jair Naves soltava suas letras melancólicas, melodramáticas e destrutivas ao mesmo tempo em que se metia no meio da galera, abria o palco para quem quisesse cantar junto e, com frequência, se machucava ao se jogar pra todo lado, derrubando equipamentos e quebrando instrumentos. Não era uma simples performance ensaiada. Havia verdade ali, e muitos fãs percebiam isso.

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FingerFingerrr: a nova cara do (garage) rock nacional

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Flavio Juliano e Ricardo Ceifas da dupla FingerFingerrr

Antes de se apresentarem no último sábado (dia 15), no Breve, em São Paulo, os caras do FingerFingerrr estavam sossegados na porta da entrada, tomando uma breja assim como as poucas pessoas que chegavam por ali em pleno feriadão de Páscoa. No mês anterior, haviam tocado em um dos festivais mais legais do mundo, o SXSW (South by Southwest), em Austin, Texas (EUA). Alguns amigos (que não estavam no show, claro) falavam deste duo paulistano de punk/rock/rap como expoente da nova cena do rock nacional. Fui lá conferir e gostei!

O fato de ter não mais do que 50 espectadores à frente do palco traz uma intimidade como se a banda estivesse tocando na sua sala. Não sei se foi culpa do feriado, acho que sim. Quando perguntei para o Flavio Juliano, o frontman, baixista e guitarrista do FingerFingerrr, sobre o público reduzido, ele foi bem honesto: “Eu esperava menos! Dá pra sentir o clima de um show durante o Dia D, se a galera está mobilizando ou não… e o feriado de Páscoa estava zoando o clima geral. Fiquei feliz que foi uma galera”.

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FingerFingerrr toca no Breve, em São Paulo (Foto: Fernanda Foloni)

+ Os punks contra a letargia digital

O Flavio é uma figura! De paletó branco, calça branca e bota branca, não sabemos se estamos diante de um rapper, do terceiro elemento do White Stripes ou do Roberto Carlos. Aí vem uma paulada punk, rápida e brutal: “Eu Só Ganho”, a música que abre e fecha o show. Caralho, os caras têm pegada! Imaginar que o som barulhento do FingerFingerrr é feito por apenas duas pessoas — em muitas faixas com apenas um baixo distorcido e uma bateria — é surreal.

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Lamb of God toca no Brasil em junho após cinco anos

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A Liberation acaba de anunciar mais uma importante atração de seu festival que comemora os 25 anos da produtora: Lamb of God toca no dia 25 de junho em São Paulo, no evento que rola no Espaço das Américas e já tem como headliner o lendário King Diamond, além de bandas de peso como Carcass e Heaven Shall Burn. O Lamb of God retorna à capital paulista depois de cinco anos.

Um dos principais representantes da New Wave Of American Heavy Metal, a banda americana de Richmond, Virginia, foi formada com esse nome em 1999 (antes, apresentava-se como Burn the Priest). Hoje, tem como integrantes Randy Blythe (vocal), Mark Morton (guitarra), Willie Adler (guitarra), John Campbell (baixo) e Chris Adler (bateria).

No repertório, devem tocar músicas como “Laid to Rest”, “Ruin”, “Redneck”, “Walk with Me in Hell”, “Black Label” e “Set to Fail”, entre outras. Um dos álbuns mais celebrados do grupo, As The Palaces Burn, foi lançado em maio de 2003 e vendeu mais de 200 mil cópias só nos Estados Unidos. O disco seguinte, Ashes of the Wake, primeiro lançamento em parceria com a Epic Records, consolidou de vez a banda como um expoente do novo metal. O lançamento mais recente do Lamb of God foi VII: Sturm und Drang, de 2015.

O serviço completo do Liberation Festival pode ser visto aqui.