10 fatos que comprovam como estamos bem perto do apocalipse!

O livro-catástrofe de David Wallace-Wells

Ninguém dá bola para o aquecimento global. Talvez porque sentimos medo dele e não temos força para encará-lo de frente. Ou porque somos egoístas por natureza e nos preocupamos apenas em colocar um ar-condicionado no quintal e ignorar o clima lá fora. Provável que a gente não queira assumir a responsabilidade por acabar com o planeta e tornar cúmplice de tamanha desgraça. Pode ser também preguiça de compreender os estudos científicos complexos que mostram como emitimos mais da metade do carbono da atmosfera nas últimas três décadas.

Acontece que uma série de evidências, magistralmente narradas no livro A Terra Inabitável: Uma História do Futuro, do jornalista americano David Wallace-Wells, deixa claro que estamos caminhando a passos largos do fim. E, nesse caso, não é fantasia. Não vai sobrar zumbi para contar história.

A abrangência e a urgência do tema são tão assustadores que resolvi fazer este post, mesmo fugindo um pouco do assunto que costumamos tratar por aqui. A verdade é que não deixar de ser um terror o que veremos abaixo.

Listei, ainda de acordo com o vasto estudo feito por David em A Terra Inabitável, 10 fatos que comprovam que até 2100 vamos experimentar o gosto de uma tragédia de grandes proporções. E com seríssimas consequências, que afetam primeiro os países mais pobres, mas que não vão aliviar a confortável existência dos mais ricos.

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Por que tantos livros têm “girl” no título? O suspense sob a ótica das mulheres

Faz tempo que tenho notado a grande quantidade de livros de suspense com a palavra “girl” no título. A começar pela série Millennium, do escritor sueco Stieg Larsson: The Girl With the Dragon Tattoo (2005), The Girl Who Played with Fire (2006) e The Girl Who Kicked the Hornets Nest (2007). Estou me baseando nos títulos em inglês, há algumas variações quando eles são adaptados para o português. O enorme sucesso conquistado por Larsson parece ter sido um abre-alas para uma avalanche de outras obras com “garotas” estampadas na capa.

Em junho de 2012, a escritora americana Gillian Flynn lançou seu terceiro livro, Gone Girl (Garota Exemplar, na tradução em português), e alcançou uma popularidade inesperada ao contar a história do desaparecimento de Amy no dia de seu aniversário de casamento. Vendeu naquele ano mais de 2 milhões de exemplares e liderou a lista de mais vendidos do New York Times. A trama virou um ótimo filme dirigido por David Fincher, com a atriz Rosamund Pike no papel principal, ao lado de Ben Affleck.

Gillian Flynn
A escritora americana Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar

Outro sucesso estrondoso veio em 2015 com o lançamento de The Girl on the Train (A Garota no Trem, em português), da inglesa Paula Hawkins. Aqui, temos o ponto de vista de Rachel Watson, uma jovem desiludida de 30 e poucos anos que adora tomar um porre e aproveita o caminho de trem que faz diariamente para observar a vida de um casal cuja relação é supostamente perfeita, até ela testemunhar algo estranho e se envolver em um thriller psicológico.

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Livro Nas Profundezas examina com rigor e sarcasmo o ocultismo

Livro Nas Profundezas, do escritor J. K. Huysmans
Nova edição de “Nas Profundezas”, do escritor francês J. K. Huysmans

Nas Profundezas é um dos livros mais misteriosos do fim do século 19. Em uma França dominada pela revolução industrial e pelos prazeres mundanos, o escritor J. K. Huysmans investiga o satanismo que renasce no país ao retratar um estudioso do assassino de crianças Gilles de Rais. Ao mesmo tempo, o autor questiona sua própria espiritualidade enquanto pesquisa a fundo cerimônias de missa negra, práticas de necrofilia e infanticídio em série.

Ganhei da minha mulher a caprichada edição limitada da Carambaia e aproveitei as folgas da virada do ano para ler Nas Profundezas. É uma paulada construída com o esmero de um escritor naturalista, preocupado em dar embasamento à sua narrativa. Entre uma cerveja e outra na Bahia, mergulhei fundo nesta obra surpreendente.

+ O livro oculto de Xerxenesky

Huysmans não é um autor muito conhecido no Brasil, mas integrou um time de calibre pesado da literatura francesa e fez companhia a Émile Zola, Edmond de Goncourt e Gustave Flaubert. Seu nome foi desenterrado recentemente pelo polêmico escritor Michel Houellebecq, cuja obra Submissão (2015) faz inúmeras alusões a Huysmans.

Em 16 de fevereiro de 1891, o jornal francês L’Écho de Paris estampou na sua primeira página uma chamada para um dos capítulos de Nas Profundezas, que foi publicado aos poucos no diário. Dizia o seguinte: “Primeiro estudo de observação do real feio a partir de documentos autênticos sobre o satanismo contemporâneo”.

Mas o que há de tão assustador no livro de Huysmans?

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