A treta do D.R.I. ou o show que não rolou de novo

D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)
D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)

Não é a primeira vez que a banda americana D.R.I. decepciona os fãs da América do Sul. Na semana passada, os caras anunciaram em cima da hora o cancelamento da turnê por países como Chile, Argentina, México e Brasil. Na versão deles, bastante contestada pelos fãs e responsáveis pelas apresentações, houve falhas no pagamento antecipado e na reserva de voos. Ontem (terça), o grupo tocaria no Inferno, em São Paulo, e hoje (quarta) no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. Não rolou de novo.

+ Vinyl: giro louco pelos anos 70 com Scorsese

É a segunda vez que o D.R.I., um dos nomes mais fodas do crossover dos anos 80 (gênero que mistura trash e hardcore), cancela shows por aqui. Em 2014, a tour pelo Brasil foi suspendida porque os integrantes da banda alegaram que não tiveram tempo suficiente para tirar os vistos necessários para entrar no país. Ou seja, o histórico dos caras não tá favorável.

O furo na agenda tomou grandes proporções nas redes sociais, com gente que já estava com os ingressos na mão esbravejando, chamando os integrantes de “mentirosos”. Na página oficial da banda, eles se manifestaram num post (que foi retirado do ar hoje) explicando os supostos motivos, entre eles voos que não teriam sido reservados e cachê não pago.

Falei com os produtores do Brasil e da Argentina para saber de fato o que aconteceu. E os dois não aliviaram a barra da banda. “Os caras não são profissionais, não estão nem aí”, disse Marcos Paulo Batista, da Dark Dimensions, responsável pelos shows no Brasil. Segundo ele, a produtora pagou o valor total e comprou todas as passagens aéreas. “Ficamos sabendo que o show seria cancelado um dia antes do embarque deles para a Argentina. Quiseram mudar o contrato em cima da hora”, afirmou.

Trash Zone: álbum de 1989
Trash Zone: álbum de 1989

+ Klaus Renft Combo: o rock sob o regime vermelho

Marcos Paulo explica que fizeram tudo o que eles pediram, inclusive contratar uma empresa nos Estados Unidos que ficaria encarregada de regularizar os passaportes dos integrantes para a entrada no país, temendo o que havia acontecido em 2014. “A desculpa não cola, em nenhum momento eles pensaram nos fãs, em ninguém”, complementou o produtor, que teve um prejuízo de 18 mil dólares devido ao cancelamento.

Damian Antonacci, diretor da California Sun, responsável pelo show na Argentina, deu a sua versão: “Asseguro que todas as produtoras estavam cumprindo com o que foi acordado. A verdade é que o D.R.I. não tem a intenção de vir à América do Sul e busca qualquer desculpa para cancelar a vinda”. Damian explica que na noite anterior ao embarque para Buenos Aires a produtora recebeu um e-mail da banda dizendo que eles não iriam embarcar porque as passagens e os cachês não haviam sido completamente pagos. Essa justificativa, segundo Damian, não é verdade.

Tentei falar com o pessoal do D.R.I. por meio da assessoria de imprensa, mas não tive resposta.

2 comentários sobre “A treta do D.R.I. ou o show que não rolou de novo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s