Greta Van Fleet mostra paz, amor e um rockão da porra no Audio em SP

Greta Van Fleet
Greta Van Fleet no Lollapalooza no Chile 

Sei que muita gente torce o nariz para o Greta Van Fleet ao definir o som dos garotos de 20 e poucos anos como uma cópia descarada do Led Zeppelin. Convido essa turma para ver um show da banda, em vez de ficar atirando pedra sem conhecer direito o alvo.

Falo isso porque fui ver a apresentação que eles fizeram na última segunda (8), no Audio Club, em São Paulo, e cheguei à conclusão de que a acusação é injusta. Primeiro porque eles não têm a menor pretensão de ser o Led Zeppelin e, além disso, se formos usar esse critério de roubar-o-som-do-outro, não vai sobrar muita gente.

Fora essa polêmica tola, o importante é que o show dessa banda que veio da pequena cidade de Frankenmuth, no Michigan, tem uma vibe boa demais! Eles estão ali para se divertir e não parecem nem um pouco preocupados com rótulos. Brincam no palco, berram, fazem dancinhas estranhas, distribuem flores para a plateia.

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É uma bobagem colocar o peso de que a salvação do rock está em bandas como o Greta. Como disse, eles não parecem preocupados com isso — nem acho que o rock precise de um salvador. Assim como o The Black Crowes ou o mais recente Rival Sons, o Greta Van Fleet simplesmente tem como influência grupos com uma pegada de blues-rock raiz. E nunca negaram isso!

Os três irmãos Josh, Jake e Samuel Kiszka (os dois primeiros são gêmeos) e o baterista Daniel Wagner chegaram a São Paulo como uma das atrações principais do Lollapalooza e arrastaram uma multidão de fãs ao festival. Eu fui conferir o show extra que eles fizeram no dia seguinte.

E, ao contrário do que pensa os detratores, tinha um monte de tiozão com camiseta do Led Zeppelin curtindo os meninos flower power do Greta. Eles fazem um rockão dos anos 1970, com pegada hippie, muitos uivos e longos solos de guitarra, que transmite aquele sensação de paz e amor.

O baixinho Josh tem uma voz poderosa, bonita e estridente — algumas vezes soando mais como Geddy Lee do que como Robert Plant. Músicas como Highway Tune e When the Curtain Falls mostram seu potencial . E a galera cantou junto outros sucessos como Black Smoke Rising e Safari Song e a balada A Change Is Gonna Come.

Com dois álbuns nas costas, From the Fires (2017) e Anthem of the Peaceful Army (2018), o Greta Van Fleet nasceu como uma promessa — até cheguei a escrever sobre eles em outro post lá em 2017– e, pelo que vi, tem tudo para ter vida longa se o sucesso não subir à cabeça e a espontaneidade ir embora.

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