Greta Van Fleet mostra paz, amor e um rockão da porra no Audio em SP

Greta Van Fleet
Greta Van Fleet no Lollapalooza no Chile 

Sei que muita gente torce o nariz para o Greta Van Fleet ao definir o som dos garotos de 20 e poucos anos como uma cópia descarada do Led Zeppelin. Convido essa turma para ver um show da banda, em vez de ficar atirando pedra sem conhecer direito o alvo.

Falo isso porque fui ver a apresentação que eles fizeram na última segunda (8), no Audio Club, em São Paulo, e cheguei à conclusão de que a acusação é injusta. Primeiro porque eles não têm a menor pretensão de ser o Led Zeppelin e, além disso, se formos usar esse critério de roubar-o-som-do-outro, não vai sobrar muita gente.

Fora essa polêmica tola, o importante é que o show dessa banda que veio da pequena cidade de Frankenmuth, no Michigan, tem uma vibe boa demais! Eles estão ali para se divertir e não parecem nem um pouco preocupados com rótulos. Brincam no palco, berram, fazem dancinhas estranhas, distribuem flores para a plateia.

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É uma bobagem colocar o peso de que a salvação do rock está em bandas como o Greta. Como disse, eles não parecem preocupados com isso — nem acho que o rock precise de um salvador. Assim como o The Black Crowes ou o mais recente Rival Sons, o Greta Van Fleet simplesmente tem como influência grupos com uma pegada de blues-rock raiz. E nunca negaram isso!

Os três irmãos Josh, Jake e Samuel Kiszka (os dois primeiros são gêmeos) e o baterista Daniel Wagner chegaram a São Paulo como uma das atrações principais do Lollapalooza e arrastaram uma multidão de fãs ao festival. Eu fui conferir o show extra que eles fizeram no dia seguinte.

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