As máscaras assustadoras que fizeram história no cinema de terror

halloween

Michael Myers em Halloween (1978)

A meu ver, Michael Myers é o serial killer mais aterrorizante do cinema. Não brinca em serviço como Jason e não é fanfarrão como Freddy Krueger. Anda, não corre. Aparece pouco para manter o suspense, como deve ser. O vilão de “Halloween” mata a irmã, aos seis anos, depois que ela faz sexo com o namorado. Quinze anos depois, ele foge do manicômio num carro da enfermeira para botar o terror em Haddonfield, Illinois. A máscara branca, de olhos que parecem derretidos e cabelo arrepiado foi comprada pelo diretor de arte do filme, Tommy Wallace, por US$ 1,98. E tinha a cara do Captain Kirk, de “Star Trek”, modelada.

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Jason Voorhees em Sexta-Feira 13 (1980)

A máscara mais famosa do cinema, que se consolidou como uma marca registrada do terror e rendeu fartas cifras aos criadores, nada mais é do que uma máscara de um goleiro do time de hóquei americano Detroit Red Wings. O supervisor de efeitos especiais Martin Jay foi o dono da ideia. Com um produto químico ela foi esticada e triângulos vermelhos foram desenhados. Jason Voorhees se tornou o psicopata mais copiado do cinema ao dilacerar adolescentes em acampamentos de verão.

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Leatherface em O Massacre da Serra Elétrica (1974)

A história, inspirada num caso real que chocou o Texas, é de um grupo de viajantes que se torna vítima do canibal  Leatherface (interpretado por Gunnar Hansen). Sua máscara é feita com a pele de suas vítimas costuradas com tripas. É um assassino brutal, que usa a motosserra para esquartejar quem estiver pela frente. Menção especial ao diretor Tobe Hooper, que dedicou quase toda a carreira aos filmes de terror, entre eles “Poltergeist” (1982).

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Asa em A Máscara do Demônio (1960)

Mario Bava foi um dos precursores do cinema de horror barroco italiano. “A Máscara do Demônio” é seu primeiro longa-metragem. O roteiro, baseado no conto “Viy”, do escritor russo Nikolai Gogol, conta a história da princesa Asa e de seu irmão Igor Javutich, condenados a morrer na fogueira por práticas de satanismo. Antes de serem queimados, ambos têm duas máscaras cheias de espinhos pregadas no rosto. O rosto machucado de espinhos da atriz inglesa Barbara Steele é um clássico trash.

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As crianças deformadas em The Brood (1979)

Não dá para deixar de fora dessa lista o canadense David Cronenberg, que no início da carreira abusava dos rostos e corpos deformados. Hoje em dia ele anda mais blasé, apesar de continuar com um cinema potente. Apesar de não ser o filme mais conhecido do diretor, está entre os mais arrepiantes da sua carreira. Não viu? É a história de uma mulher levada pelo marido a um psiquiatra com métodos exóticos de tratamento da raiva. Vale o posto aqui por causa das crianças mutantes que nascem de seus experimentos: a testa protuberante, o loiro escorrido dos cabelos e os olhos fundos.

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Lesnie Verno em The Rise of Lesnie Vernon (2006)

Para pegar um exemplo mais recente, esta ficção rodada num estilo documental mostra como um matador em série se prepara para seus atos, como se comporta. O diretor Scott Glosserman tenta desconstruir a figura de um “slasher”, mostrando sem afetação a sua rotina. Ele está meio deprimido na cena acima.

3 comentários sobre “As máscaras assustadoras que fizeram história no cinema de terror

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