O que sabemos sobre o remake de Suspiria, que estreia neste ano

Jessica Harper em "Suspiria" (1977), de Dario Argento
Jessica Harper em “Suspiria” (1977), de Dario Argento

Há 40 anos, mais exatamente em fevereiro de 1977, foi lançado o filme Suspiria, a obra-prima de Dario Argento que todo fã de horror tem nas suas prateleiras de DVD — pelo menos, deveria ter. Quando vi pela primeira vez, fiquei tão entusiasmado que resolvi mergulhar no assunto e estudar mais a fundo o cinema giallo italiano, desde Mario Bava. Rendeu esse artigo para o UOL.

Bom, depois de quatro décadas, temos a notícia de que um remake do filme está no forno, com estreia programada para este ano. Dá até um frio na barriga, já que refilmagens não me fazem muito a cabeça e costumam ser desastrosas (lembre-se de Carrie, A Estranha e Psicose, para ficarmos em dois exemplos). Por outro lado, temos o surpreendente A Morte do Demônio, do uruguaio Fede Alvarez. Melhor pensar por esse ângulo.

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O que me deixa otimista é, acima de tudo, o diretor escolhido, o italiano Luca Guadagnino. Ele não é um especialista no gênero, mas esteve à frente de ótimos longas como Um Sonho de Amor (2009) e A Piscina (2015), ambos com a genial Tilda Swinton. Aliás, a atriz já foi confirmada no elenco do novo Suspiria, além de Chloë Grace Moretz, Dakota Johnson e Jessica Harper (a mesma do original).

Guadagnino tem um carinho especial pela obra de Dario Argento. Depois de ver Suspiria quando tinha 14 anos, ficou com o filme na cabeça e o desejo de refilmá-lo como meta. Argento vendeu os direitos da história há sete anos, primeiro para os estúdios Fox, mas o negócio foi desfeito e entrou numa novela burocrática, passando pela mão de vários diretores.

Do que foi revelado até agora, dá para ter uma ideia da sinopse: a jovem dançarina americana Susie Bannion (Dakota Johnson) viaja até Berlim, em 1977, para ingressar na prestigiosa academia Markos Tanz, enquanto uma das integrantes do grupo, Patricia (Chloë Grace Moretz), desaparece em circunstâncias misteriosas. A diretora da academia é a exótica Madame Blanc (Tilda Swinton).

Apesar de a história aparentemente ser fiel ao roteiro de Argento, o desafio maior é criar o clima de pesadelo, a violência estilizada e gore do mestre italiano. No filme de 1977, contou muito a favor também a música assustadora, cheia de sussuros, gemidos e barulhos metálicos da banda Goblin.

A Amazon Studios comprou os direitos do filme e o levará ao European Film Market, no Festival de Berlim, para negociar a distribuição internacional. A ver.

 

 

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