Midsommar: terror hippie no calor da Suécia

Midsommar
Christian e Dani assistem à ritual macabro em Midsommar, de Ari Aster

Tudo acontece à luz do dia no filme Midsommar, o que, cá entre nós, é bem incomum nas produções de terror. Essa é uma das graças da última obra do diretor Ari Aster, que causou burburinho em torno de seu nome depois do lançamento de Hereditário.

Quando cai a noite e todos vão dormir, Aster opta por cortar a cena, dar um salto no tempo de algumas horas, e retomar a ação quando está claro de novo.

Midsommar foi um dos filmes mais comentados de 2019, figurando inclusive na prestigiosa lista de melhores do ano da revista britânica Sight and Sound, mesmo competindo fora do seu gênero.

A meu ver, é bom porque consegue amarrar a história maluca de uma seita pagã na Suécia com a carga emocional do luto de uma das personagens principais.

+ O lado humano da série Inacreditável, da Netflix

Dani, interpretada pela atriz Florence Pugh, é uma jovem que sente as agruras da irmã deprimida e enfrenta instabilidades na relação com seu namorado, o insensível Christian (Jack Reynor). Logo no início da trama, ela passa por uma terrível tragédia — não vou contar muito para guardar a surpresa.

Alerta de spoiler: daqui pra baixo conto um pouco mais sobre a história.

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