Ludovic se atira como antes no meio de uma plateia alucinada

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Ludovic em show no Centro Cultural São Paulo (Foto: Fernanda Foloni)

Lembro de ter visto o Ludovic pela primeira vez no meio dos anos 2000 num dos inferninhos da Rua Augusta, em São Paulo. Pode ter sido no Outs, não tenho certeza. Eu tinha 20 e poucos anos, e eles também. Ou seja, as mesmas preocupações de adolescentes prestes a entrar no complexo mundo dos adultos.

Uma pulsante cena independente de rock se formava por ali, com bandas legais como La Carne, Forte Apache, Ästerdon e Fud tocando num circuito de clubes decrépitos e festas underground. Todos, assim como o Ludovic, buscando seu espaço nas beiradas do mainstream.

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O Ludovic tinha um dos shows mais insanos da capital paulista. Altamente explosivo, o vocalista Jair Naves soltava suas letras melancólicas, melodramáticas e destrutivas ao mesmo tempo em que se metia no meio da galera, abria o palco para quem quisesse cantar junto e, com frequência, se machucava ao se jogar pra todo lado, derrubando equipamentos e quebrando instrumentos. Não era uma simples performance ensaiada. Havia verdade ali, e muitos fãs percebiam isso.

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