Islândia: futebol, cinema e O Assassino de Valhalla

O Assassino de Valhalla, da Netflix
O Assassino de Valhalla, nova série da Netflix que se passa na Islândia

Três anos antes de o time de futebol da Islândia ficar famoso com a conquista de uma vaga inédita na Copa do Mundo de 2018 e chamar a atenção por entoar saudações viking com a torcida, tive contato com uma comitiva de cineastas do país que vieram ao Brasil apresentar seus filmes na 43ª Mostra Internacional de Cinema de SP.

Nessa época, meu trabalho na Mostra era entrevistar um monte de cineastas de todo canto do mundo e publicar no site do evento uma breve apresentação de cada filme selecionado. Era um momento fantástico do cinema islandês! Pelo menos três filmes haviam sido premiados em festivais como Cannes, Tribeca e Berlim.

Todos eles tinham em comum o jeito simples e realista de filmar a realidade peculiar do país. Um deles, Pardais, é uma pequena obra-prima. Conta a história de um garoto de 16 anos em conflito na relação com os pais.

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Até então só sabia que na Islândia as paisagens eram lindas, que a Björk é de lá e que quase todo sobrenome termina com “son”. Inclusive do diretor de Pardais, um jovem de cabelo lambido e senso de humor estranho chamado Rúnar Rúnarsson, com quem conversei na área reservada à imprensa do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Além de falar sobre o filme, ele me apresentou a Islândia. Fiquei sabendo que o país tinha pouco mais de 300 mil habitantes, que o sol não se punha no verão e que todos se conheciam. E que todos bebiam loucamente.

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