Meus 7 álbuns de rock e metal favoritos de 2019 – até agora

Esse negócio de lista dos melhores discos é uma brincadeira meio boba, mas não deixa de ser um bom filtro do volume insano de coisas lançadas a todo ano. A Loudwire já fez uma com os 20 melhores álbuns de metal do primeiro semestre de 2019, a Metal Injection também. Enfim, tem uma série de publicações soltando suas escolhas, com alguns denominadores comuns, como o metal épico do Sabaton, com The Great War, o rock que flerta com metal do Baroness, a viagem sonora e lisérgica do Devin Townsend com Empath. A minha é mais pessoal, nem acho que são os melhores, mas os que ouvi bastante e me impressionaram. Confira a seguir.

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Série Olhos que Condenam relata caso de estupro e aponta para brutal injustiça

Cena de Olhos que Condenam, série da Netflix baseada em caso real

Não conhecia a história dos cinco garotos negros que foram acusados de agredir e estuprar uma corredora branca no Central Park, em 1989. Em abril daquele ano, a jovem executiva de um banco, Trisha Meili, de 28 anos, saiu para um treino à noite e foi violentada. Ela foi levada ao hospital, onde ficou meses em coma.

Toda a suspeita recaiu sobre uma gangue que estava no parque, segundo algumas testemunhas, fazendo arruaça. Brigas e brincadeiras violentas eram comuns entre esses jovens. Cinco deles — Korey Wise, Raymond Santana, Kevin Richardson, Antron McCray e Yusef Salaam — prestaram depoimentos à polícia e, sob coação, confessaram o crime brutal. Acontece que a realidade não foi bem assim.

A série Olhos que Condenam, da Netflix, se debruça sobre o caso em um trabalho dramático e corajoso da diretora Ava DuVernay, que esteve à frente de produções como Selma e A 13ª Emenda, todas obras importantes no combate ao racismo nos EUA. São quatro episódios de uma minissérie que toca em feridas abertas, como o tratamento enviesado dado pela justiça americana aos negros.

+ Chernobyl: a ameaça é maior quando é real

É inacreditável como o caso é encaminhado mesmo sem haver provas físicas, testes de DNA ou qualquer outra comprovação de culpa. Ava DuVernay aponta o dedo para um grupo de promotores que age de forma irresponsável e leviana, para o dizer o mínimo.

Olhos que Condenam: caso de 1989 reabre discussão sobre racismo

Se olharmos para o Brasil imagino que encontraremos inúmeros casos semelhantes, de julgamentos realizados às pressas, com decisões tendenciosas carregadas de preconceito tanto dos juízes quanto dos acusadores. O que a série Olhos que Condenam mostra é muito sério!

Se você prefere assistir sem saber os detalhes do caso melhor parar por aqui, pode ser que tenha um ou outro spoiler daqui pra frente.

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Por que tantos livros têm “girl” no título? O suspense sob a ótica das mulheres

Faz tempo que tenho notado a grande quantidade de livros de suspense com a palavra “girl” no título. A começar pela série Millennium, do escritor sueco Stieg Larsson: The Girl With the Dragon Tattoo (2005), The Girl Who Played with Fire (2006) e The Girl Who Kicked the Hornets Nest (2007). Estou me baseando nos títulos em inglês, há algumas variações quando eles são adaptados para o português. O enorme sucesso conquistado por Larsson parece ter sido um abre-alas para uma avalanche de outras obras com “garotas” estampadas na capa.

Em junho de 2012, a escritora americana Gillian Flynn lançou seu terceiro livro, Gone Girl (Garota Exemplar, na tradução em português), e alcançou uma popularidade inesperada ao contar a história do desaparecimento de Amy no dia de seu aniversário de casamento. Vendeu naquele ano mais de 2 milhões de exemplares e liderou a lista de mais vendidos do New York Times. A trama virou um ótimo filme dirigido por David Fincher, com a atriz Rosamund Pike no papel principal, ao lado de Ben Affleck.

Gillian Flynn
A escritora americana Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar

Outro sucesso estrondoso veio em 2015 com o lançamento de The Girl on the Train (A Garota no Trem, em português), da inglesa Paula Hawkins. Aqui, temos o ponto de vista de Rachel Watson, uma jovem desiludida de 30 e poucos anos que adora tomar um porre e aproveita o caminho de trem que faz diariamente para observar a vida de um casal cuja relação é supostamente perfeita, até ela testemunhar algo estranho e se envolver em um thriller psicológico.

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