Hitchcock no MIS: uma mostra sem conteúdo

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Exposição Hitchcock: Bastidores do Suspense (MIS/Divulgação)

Aproveitei o feriado de 7 de setembro, quando a cidade de São Paulo fica menos travada e mais habitável, para ver a exposição Alfred Hitchcock: Bastidores do Suspense no Museu da Imagem e do Som (MIS).

Por ser fã desde moleque do diretor inglês, minha expectativa era descobrir coisas novas sobre a carreira dele, assistir a trechos raros de filmes e entrevistas, ou seja, aprender algo que eu ainda não tinha conhecimento. Não foi nada disso. Fiquei entediado e decepcionado com a falta de criatividade da montagem da exposição!

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O primeiro engano foi criar um caminho cronológico, comportadinho e repetitivo. Quem entra na exposição vai seguindo por inúmeras salas idênticas com paredes de madeira, cada uma dedicada a um filme do cineasta. Antes de entrar, tem um resumo da história, fotos de bastidores, cartazes da obra em diversos idiomas e, lá dentro da sala, TVs exibindo trechos do filme. Isso se repete à exaustão.

Se a ideia foi criar um labirinto com corredores apertados, reproduzindo aquelas casas mal-assombradas em parques de diversão, o efeito não deu certo. Como as mostras do MIS recebem muita gente, estão sempre lotadas, o espaço reduzido dificultou demais a circulação.

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