Lacerated and Carbonized mostra Rio de Janeiro em convulsão

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Os caras do Lacerated and Carbonized: o Rio dos infernos

Já que o rock nacional continua no mundo da fantasia, cantando letras de amor no meio da bagunça institucional que o país vive, o jeito é olhar para o metal. A banda Lacerated and Carbonized, do Rio de Janeiro, lançou no fim de 2016 um dos discos que melhor traduzem o momento atual, Narcohell. Cantando em inglês e português, algumas músicas misturam os dois idiomas, o grupo foca no caos carioca, mas o discurso pode se estender para todo o Brasil. É uma paulada da melhor qualidade, sem medo de disparar fúria para todo lado.

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Além das letras contundentes, o som do LAC (como eles gostam de abreviar) é um death metal rápido e feroz. Muito foda! O segundo disco dos caras, The Core of Disruption, de 2013, já tinha se destacado naquele ano, com músicas como O Ódio e o Caos e Third World Slavery. Repetindo a parceria com o produtor alemão Andy Classen, que já trabalhou com bandas como Krisiun e Tankard, o novo Narcohell mostra que Jonathan Cruz (vocal), Caio Mendonça (guitarra), Paulo Doc (baixo) e Victor Mendonça (bateria) se consolidam como um dos nomes mais fortes do metal nacional.

Saca só abaixo a faixa que dá nome ao álbum: Narcohell.

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