Lacerated and Carbonized mostra Rio de Janeiro em convulsão

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Os caras do Lacerated and Carbonized: o Rio dos infernos

Já que o rock nacional continua no mundo da fantasia, cantando letras de amor no meio da bagunça institucional que o país vive, o jeito é olhar para o metal. A banda Lacerated and Carbonized, do Rio de Janeiro, lançou no fim de 2016 um dos discos que melhor traduzem o momento atual, Narcohell. Cantando em inglês e português, algumas músicas misturam os dois idiomas, o grupo foca no caos carioca, mas o discurso pode se estender para todo o Brasil. É uma paulada da melhor qualidade, sem medo de disparar fúria para todo lado.

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Além das letras contundentes, o som do LAC (como eles gostam de abreviar) é um death metal rápido e feroz. Muito foda! O segundo disco dos caras, The Core of Disruption, de 2013, já tinha se destacado naquele ano, com músicas como O Ódio e o Caos e Third World Slavery. Repetindo a parceria com o produtor alemão Andy Classen, que já trabalhou com bandas como Krisiun e Tankard, o novo Narcohell mostra que Jonathan Cruz (vocal), Caio Mendonça (guitarra), Paulo Doc (baixo) e Victor Mendonça (bateria) se consolidam como um dos nomes mais fortes do metal nacional.

Saca só abaixo a faixa que dá nome ao álbum: Narcohell.

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The Handmaid’s Tale: a série que o Netflix gostaria de ter feito

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Elisabeth Moss, de Mad Men, na série The Handmaid’s Tale

A melhor série lançada neste ano, The Handmaid’s Tale, não é produzida pelo Netflix nem estará disponível no famoso canal de streaming. A novidade vem de seu principal concorrente, o Hulu, empresa fundada em 2007 na Califórnia (EUA) que reúne entre os sócios pesos-pesados como Universal, Disney e Fox. Ou seja, vai dar trabalho ao Netflix.

The Handmaid’s Tale é a primeira grande aposta da companhia. Talvez tenha ganhado destaque por tocar em temas atuais palpitantes como feminismo, liberdade de expressão, regimes autoritários. Mas, além disso, a qualidade da série é indiscutível!

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Adorei a primeira temporada, a começar pela atuação espetacular da atriz Elisabeth Moss, a mesma que roubou a cena em Mad Men e terminou como a personagem mais interessante do drama de época sobre o mundo da publicidade, passando pela linda fotografia e pelo universo misterioso baseado na obra de Margaret Atwood. Já tinha ouvido falar, mas não conhecia o livro O Conto da Aia, da escritora canadense, que deu origem ao roteiro.

No fim de 2016, após a vitória de Trump numa disputa eleitoral que se transformou em guerra aberta contra Hillary Clinton, mulheres tomaram as ruas em algumas cidades dos EUA para defender seus direitos, em especial a garantia do aborto. Em março, um grupo de mulheres vestidas como se fossem as aias saídas do livro de Atwood — de vestidos longos vermelhos e chapéu branco cuja aba esconde o rosto de quem usa — protestou contra medidas autoritárias no Estado. Um mês depois desse episódio, The Handmaid’s Tale foi lançada. Pode ser apenas coincidência, ou uma ação oportunista do pessoal de marketing da Hulu, mas a verdade é que o timing perfeito contribuiu para o auê em torno da série.

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