Santa Clarita Diet, a nova série da Netflix que zomba dos zumbis

Drew Barrymore matando a fome na série "Santa Clarita Diet"
Drew Barrymore matando a fome na série “Santa Clarita Diet”

Santa Clarita Diet pode ser uma piada de mau gosto para alguns, que podem acusar a nova série do Netflix, que estreou neste mês, de brincar com violência, morte e canibalismo e abusar do humor sarcástico. Sempre há puritanos de plantão no sofá. Eu, por outro lado, me diverti com os três primeiros episódios da primeira temporada. Afinal, ver a Drew Barrymore, que andava meio sumida dos cinemas, encarnando uma corretora de imóveis que morre e se transforma num zumbi sedento por carne humana é impagável.

Na série criada por Victor Fresco, ela interpreta Sheila, que é casada com o também corretor de imóveis (os dois fazem visitas juntos com clientes) Joel, (Timothy Olyphant), que adora se esconder no carro para fumar um baseado. Eles são casados há mais 20 anos, moram num subúrbio rico da Califórnia e têm uma filha, Abby, que fala o que lhe dá na telha sem medo de sermões.

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Estamos falando de uma produção de zumbis, mas atípica e original. Primeiro, por colocar uma mulher-zumbi como protagonista, depois por tirar sarro do gênero sem medo de parecer ridículo (muitas vezes, é ridículo mesmo) e, por fim, tem o mérito de humanizar e dar graça a uma criatura normalmente moribunda, pálida, sorumbática. Há uma inversão de valores: Sheila, antes de se tornar uma morta-viva, é uma pessoa insegura e sem graça; depois de virar um zumbi, quer tomar conta de todas situações, xinga todo mundo, se joga na pista com as amigas e se sente mais viva do que nunca, ainda que isso possa parecer um paradoxo.

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O que sabemos sobre o remake de Suspiria, que estreia neste ano

Jessica Harper em "Suspiria" (1977), de Dario Argento
Jessica Harper em “Suspiria” (1977), de Dario Argento

Há 40 anos, mais exatamente em fevereiro de 1977, foi lançado o filme Suspiria, a obra-prima de Dario Argento que todo fã de horror tem nas suas prateleiras de DVD — pelo menos, deveria ter. Quando vi pela primeira vez, fiquei tão entusiasmado que resolvi mergulhar no assunto e estudar mais a fundo o cinema giallo italiano, desde Mario Bava. Rendeu esse artigo para o UOL.

Bom, depois de quatro décadas, temos a notícia de que um remake do filme está no forno, com estreia programada para este ano. Dá até um frio na barriga, já que refilmagens não me fazem muito a cabeça e costumam ser desastrosas (lembre-se de Carrie, A Estranha e Psicose, para ficarmos em dois exemplos). Por outro lado, temos o surpreendente A Morte do Demônio, do uruguaio Fede Alvarez. Melhor pensar por esse ângulo.

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O que me deixa otimista é, acima de tudo, o diretor escolhido, o italiano Luca Guadagnino. Ele não é um especialista no gênero, mas esteve à frente de ótimos longas como Um Sonho de Amor (2009) e A Piscina (2015), ambos com a genial Tilda Swinton. Aliás, a atriz já foi confirmada no elenco do novo Suspiria, além de Chloë Grace Moretz, Dakota Johnson e Jessica Harper (a mesma do original).

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