Deafheaven: os hipsters também gostam de black metal

Deafheaven: George Clarke no vocal

Deafheaven: George Clarke no vocal

Difícil achar rótulos para definir o que fazem os caras do Deafheaven. Sem dúvida, o som dessa banda da Califórnia é uma das coisas mais originais que ouvi nos últimos tempos. Não falo isso pensando apenas nas fronteiras do metal, penso na música em geral. O black-metal-viajandão-indie do grupo tem provocado opiniões apaixonadas, para o bem e para o mal. Pendo mais para o lado positivo.

+ Napalm Death: mais um show insano

Ouvi, em 2013, o álbum que os projetou, Sunbather, que ficou no topo da lista de melhores do ano de várias publicações respeitáveis, a exemplo do site Pitchfork, que, é bom ressaltar, não é especializado em heavy metal. Como tudo o que é novo, não é simples assimilar o som da banda, longe de ser um prazer fácil, mas, quando você apaga as luzes do quarto e se concentra no que ouve, a coisa toma uma forma monumental. A começar pela capa rosa de Sunbather, que engana quem espera algo ensolarado, tudo é novo.

A maneira como eles alternam momentos melancólicos, raivosos, sombrios e, às vezes, idílicos em canções com mais de oito minutos chamou a atenção de um público fora do cluster metal.  Na falta de uma definição mais precisa, fala-se da sonoridade como post-metal e blackgaze, o que bandas como Isis e o duo francês Alcest já faziam. Acho, no entanto, que o Deafheaven vai além.

O grupo da Califórnia se apresenta pela primeira vez em São Paulo

O grupo da Califórnia se apresenta pela primeira vez em São Paulo

Queria muito saber como eles se comportavam no palco e, no último domingo (sempre domingo, porque imagino que o aluguel da casa de shows é mais barato), fui à primeira turnê do Deafheaven no Brasil, divulgando por aqui o álbum mais recente, New Bermuda, de 2015. Vi o show de São Paulo, no Clash Club, que aos domingos tem se tornado um reduto de metaleiros.

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Napalm Death faz show epiléptico em SP para galera alucinada

Napalm Death no palco do Clash Club, em São Paulo

Napalm Death no palco do Clash Club, em São Paulo

Já tinha ouvido falar da energia do Napalm Death no palco, mas nunca tinha ido a um show dos caras. No domingo (26/6), o lendário grupo inglês que botou o espírito punk no metal tocou no Clash Club. Fui lá ver e pirei! Sem dúvida, é a banda que mais incendeia o público ao vivo. Desde a primeira canção, Mass Appeal Madness, formou-se uma imensa roda de metaleiros enlouquecidos que só se desfez depois de Smear Campaign, que encerrou a noitada.

+ A Invocação do Mal 2 não é legal, não

A impressão é que Mark “Barney” Greenway, vocalista e homem de frente do Napalm Death, teve um ataque epiléptico bem no início da apresentação e foi curar depois que apagaram as luzes. Ele berra, treme, chuta o ar, corre e se joga no palco com a disposição de um moleque de 15 anos. (Mark já tem 46 anos). Tudo é rápido demais, seco, brutal, uma paulada sonora sem preocupação com melodias. E, mesmo que você não seja fã da banda, vai embarcar na proposta. Continue lendo