Sinfonia da Necrópole é um caso estranho no cinema nacional

 

Deodato e Jaqueline em Sinfonia da Necrópole: verticalizando o cemitério
Deodato e Jaqueline em Sinfonia da Necrópole: verticalizando o cemitério

É preciso reconhecer a coragem de Juliana Rojas ao dirigir Sinfonia da Necrópole, que estreou na quinta (14). Trata-se de um filme estranho, difícil de posicionar nos rótulos dos gêneros e muito original. Destaca-se, portanto, da indústria de repetições tediosas que se tornou o nosso cinema. Isso é bom! Juliana entrega ao público uma comédia musical meio mambembe com toques de terror. Pode ser encarado também como um filme de terror com pitadas de humor.

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A história basicamente se passa dentro de um cemitério em São Paulo, sendo que a maior parte das cenas foi rodada no Cemitério do Araçá, aquele da Avenida Doutor Arnaldo. Deodato (interpretado pelo ator Eduardo Gomes, mais conhecido por trabalhos no teatro) é um aprendiz de coveiro medroso e muito sensível para o ofício. Ele trabalha na companhia de Jaqueline (Juliana Paes, da Cia Hiato), a nova funcionária e sua chefe, responsável por reorganizar os túmulos e implantar um projeto de verticalização no local, eliminando covas abandonadas e liberando espaço para novas.

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