A treta do D.R.I. ou o show que não rolou de novo

D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)

D.R.I. em show na Austrália (Jana Perry/Divulgação)

Não é a primeira vez que a banda americana D.R.I. decepciona os fãs da América do Sul. Na semana passada, os caras anunciaram em cima da hora o cancelamento da turnê por países como Chile, Argentina, México e Brasil. Na versão deles, bastante contestada pelos fãs e responsáveis pelas apresentações, houve falhas no pagamento antecipado e na reserva de voos. Ontem (terça), o grupo tocaria no Inferno, em São Paulo, e hoje (quarta) no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. Não rolou de novo.

+ Vinyl: giro louco pelos anos 70 com Scorsese

É a segunda vez que o D.R.I., um dos nomes mais fodas do crossover dos anos 80 (gênero que mistura trash e hardcore), cancela shows por aqui. Em 2014, a tour pelo Brasil foi suspendida porque os integrantes da banda alegaram que não tiveram tempo suficiente para tirar os vistos necessários para entrar no país. Ou seja, o histórico dos caras não tá favorável.

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The Astonishing: É preciso falar sobre o que fez o Dream Theater

Dream Theater: mais ambicioso do que nunca

Dream Theater: mais ambicioso do que nunca

Numa época em que músicas se tornam cada vez mais descartáveis e avulsas, muitas delas lançadas e vendidas fora de um álbum, ouvir o trabalho novo do Dream Theater, The Astonishing, que saiu no início deste ano, é estar diante de um estranho fora do ninho. Os caras produziram uma ópera rock, em CD duplo, composta por 34 faixas e mais de 120 minutos.

Cada canção conta um trecho da história maluca inventada por John Petrucci, o guitarrista e líder da banda americana de metal progressivo, segundo a qual a milícia Ravenskill luta, usando o poder da música, contra o domínio opressor do Great Northern Empire. Tudo se passa em 2285, num ambiente futurista em que máquinas chamadas NOMACS foram concebidas para executarem o som perfeito, mas sofreram interferências malignas pelo caminho.

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O tubarão possuído pelo demônio e o fenômeno criado por Spielberg

Mesmo que você pense, num dia de criatividade à flor da pele, em fazer um filme sobre um tubarão possuído pelo demônio é mais provável que essa ideia não siga adiante, certo? Não é assim que a cabeça do diretor Donald Farmer funciona. Ele acaba de finalizar um dos filmes mais bizarros do ano, Shark Exorcist, cujo lançamento em DVD está programado para ocorrer em 24 de junho. A pré-venda já está rolando aqui.

+ Mostra Carnificina reúne obras raras na USP

Farmer tem uma forte propensão ao grotesco. Dirigiu outras produções B’s com combinações duvidosas como Chainsaw Cheerleaders (2008), em que uma jovem empunha uma motosserra para lutar contra os seguidores de uma bruxa. Em Shark Exorcist, seu filme mais recente, ele conta a história de um padre que combate forças malignas numa pacata vila de pescadores. Confira o trailer.

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Vinyl: um giro louco e intenso pelos anos 70 com Martin Scorsese

O canastrão Richie Finestra (Bobby Cannavale)

O canastrão Richie Finestra (Bobby Cannavale)

Queria ter falado sobre Vinyl, a nova série da HBO criada por Mick Jagger, Martin Scorsese e Terence Winter, um pouco antes, quando estreou em fevereiro. Confesso, no entanto, que foi bom ter dado um tempo de maturação. Assisti ao primeiro episódio e, quando os letreiros subiram, não sabia se tinha gostado muito ou pouco (o que é aquela cena da casa de shows desmoronando?). Agora, depois de cinco capítulos, já consigo fazer uma avaliação mais precisa.

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Serial killers e monstros invadem a USP na mostra Carnificina

Angst, raro filme do austríaco Gerald Kargl

Angst, raro filme do austríaco Gerald Kargl

Está bem legal a programação da mostra Carnificina, que fica em cartaz no Cinusp, em São Paulo, de 14 de março a 17 de abril. Integram a seleção 25 filmes de horror de gêneros variados como slasher films e torture porn. Claro, alguns clássicos e cults manjados serão exibidos por lá (caso do Frankenstein de James Whale e de O Iluminado, de Stanley Kubrick), mas eu apostaria em sessões menos óbvias.

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Metal Selva de Pedra: o underground é aqui

Os caras do Furia Inc: canções do novo álbum, Murder Nature

Os caras do Furia Inc: canções do novo álbum, Murder Nature

É de tirar o chapéu a iniciativa de um coletivo de bandas da capital paulista de colocar de pé, mais uma vez, um festival realizado na marra, sem recursos, e reunir bandas que fazem parte do metal underground de São Paulo. É o Metal Selva Pedra, que chegou à sua segunda edição na noite de ontem (sábado, 5 de março) no Ozzy Stage Bar, na Barra Funda.

E a noite foi pesada, intensa e cheia de mosh (o lema do festival é #vempromosh). O mais legal é o espírito de camaradagem entre as bandas. Ficamos com a sensação de que rola de fato uma amizade leal entre todo mundo que sobe ao palco. Todos se ajudam, se incentivam. Vi várias vezes, por exemplo, o baterista de uma das bandas ajudando a preparar os instrumentos de outra. Ou o guitarrista auxiliando seu parceiro a passar o som. É assim que a coisa acontece!

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O fantástico mundo B do quadrinista Chico Felix!

Tenho a satisfação de anunciar que A Cruz e a Empada está de cara nova. O desenho do topo acima, com duas criaturas gosmentas que são atingidas pela explosão do novo logo (agora, em vermelho) é obra do talentoso Chico Felix, um quadrinista e músico carioca (ele toca em duas bandas, Evil Idols e Vida Ruim) que já fez trabalhos para revistas bagaceiras e prestigiosas como PregoMad.

Quando conheci o trabalho do Chico, por indicação de um amigo designer do Guia Folha, fiquei pirado. Tem muito a ver com a cultura trash com a qual me identifico e com os temas que tratamos por aqui: os traços sujos, os personagens que parecem ter saído de uma lata de lixo e o apreço por monstros e alienígenas em ambientes punk.

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