Killer Be Killed, nova banda de Max Cavalera, lança primeiras músicas

O nosso maior embaixador do metal, Max Cavalera, está com projeto novo: a banda Killer Be Killed. Além do ex-vocal do Sepultura, o grupo é formado por Greg Puciato (líder do Dillinger Escape Plan), Troy Sanders (baixista do Mastodon) e Dave Elitch (baterista do The Mars Volta).

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Eles acabaram de lançar as duas primeiras músicas do álbum de estreia, “Wings of Feather and Wax” e “Face Down” (ouça abaixo). O lançamento do disco, via Nuclear Blast, está marcado para o começo de maio. Já dá para ter uma ideia de como vai soar o grupo. Me gusta.

Roteiro de Tarantino vaza, diretor aborta projeto e processa site

Por onde anda Quentin Tarantino? A vontade do cineasta era estar produzindo seu western “The Hateful Eight”, inspirado nos filmes-spaghetti do italiano Sergio Corbucci (1927-1990), mas o projetou, por ora, naufragou.  O roteiro do faroeste vazou na internet, foi visto por milhares de pessoas, virou manchete num site e deixou Tarantino putíssimo.

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O diretor de “Cães de Aluguel” (1992), “Pulp Fiction” (1994) e “Kill Bill” (2003) fez um primeiro rascunho de “The Hateful Eight” e distribuiu o papel a seis amigos em Hollywood, entre eles os atores Bruce Dern –que acabou de ser indicado ao Oscar por “Nebraska”–, Tim Roth e Michael Madsen e o produtor Reggie Hudlin, de “Django Livre”, seu último longa. Poucas horas depois, alguém (Tarantino está atrás de quem foi) fez uma cópia do documento e divulgou em Hollywood.

Tarantino disse ao jornalista Mike Fleming Jr, no site Deadline Hollywood: “Se eu não posso confiar nessas seis pessoas para quem entreguei o roteiro, não tenho mais vontade de rodar o filme. Vou publicá-lo em formato de livro. Sigo adiante para o próximo projeto”. Em seguida, concluiu, levantando algumas suspeitas: “Sei que Tim Roth não fez isso, um dos outros atores deixou o seu agente ler o projeto, e o agente mostrou para todo mundo”.

Mike Fleming informou que, segundo Tarantino, a suspeita é de que os agentes de Dern tenham feito a lambança. A empresa que representa o ator, no entanto, nega. Não é uma briga pessoal contra o ator de 77 anos, pelo contrário, Tarantino admitiu que adora o trabalho de Dern e ainda pensa em chamá-lo para o seu próximo filme.

Para piorar as coisas, o site Gawker, que tem o poder de vislumbrar qualquer faísca para ganhar cliques, manchetou algo do tipo: veja aqui o roteiro completo de “The Hateful Eight”, novo filme de Tarantino. Três dias depois, os advogados de Tarantino processaram o site pedindo indenização de 1 milhão de dólares pelos danos causados.

O que Hitchcock disse sobre ‘Os Pássaros’, que será relançado

Depois de exibir nos cinemas “Fome de Viver” (1983), de Tony Scott, e “Um Corpo que Cai” (1958), de Alfred Hitchcock, a Espaço Filmes, numa iniciativa louvável em tempos de disputa acirradíssima por telas, relança outro clássico de Hitchcock, “Os Pássaros” (1963). O filme reestreia no dia 20 de março em poucas salas do Rio e de São Paulo.

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Trata-se do filme que veio logo depois de “Psicose”, o suspense mais afamado do diretor inglês. O enredo é bastante simples, sendo que a genialidade de Hitchcock aparece na atmosfera sombria que envolve a história, um cenário apocalíptico e perturbador que deixa o espectador em estado de alerta do início ao fim.

É uma lição de como Hitchcock é hábil em manipular a reação, o temor e a expectativa da plateia. Vamos à história antes de olhar mais de perto algumas cenas. Tippi Hedren faz uma garota mimada, Melanie, que sai de San Francisco e viaja até Bodega Bay levando dois lovebirds, uma espécie de periquito, na gaiola. Os pássaros são um presente encomendado pelo advogado Mitch (Rod Taylor) a sua irmã mais nova.

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Ao chegar à baía, Melanie é atacada por uma gaivota e vai parar na casa de Mitch, cuja mãe é possessiva -a figura da mãe ciumenta é uma constante, quase uma obsessão, na obra de Hitchcock. Aos poucos, a quantidade de pássaros aumenta na tela e começa a aprisionar os humanos. Eles invadem pela chaminé a casa de Mitch, atacam crianças na escola e arrancam os olhos de um fazendeiro (numa cena mais explícita do que o costume de Hitchcock).

Na célebre série de entrevistas ao cineasta francês François Truffaut, Hitchcock  diz: “Em ‘Os Pássaros’, agi de modo que o público nunca pudesse adivinhar qual seria a cena seguinte”. Como uma provocação e uma prévia do que está por vir, Hitchcock termina várias cenas evocando a ameaça dos pássaros.

Confira a seguir duas cenas e comentários do próprio Hitchcock, que foram retirados do livro “Hitchcock/Truffaut”.

Durante o ataque das gaivotas no casarão, quando Melanie se refugia dentro de uma cabine telefônica envidraçada, minha intenção é mostrar que ela é como um pássaro numa gaiola […] Assiste-se à reversão do velho conflito entre os homens e os pássaros, e dessa vez os pássaros estão do lado de fora e o humano está dentro da gaiola.

Examinemos a cena, do lado de fora da escola, quando Melanie está sentada e, atrás dela, os corvos se juntam. Melanie, inquieta, entra na escola para avisar a professora. A câmera entra com ela e , um pouco depois, a professora diz às crianças: ‘Agora vocês vão sair, e quando eu pedir que corram, vocês correrão’.

Conduzo a cena até a porta e depois corto para passar só aos corvos, todos juntos, e fico com eles sem cortes e sem que nada aconteça, durante 30 segundos. Mas o que está acontecendo com as crianças, onde elas estão? E só então começamos a ouvir os ruídos de passos de crianças correndo, todos os pássaros levantam voo e os vemos por cima do telhado da escola antes de se jogarem sobre as crianças.

Com facão e bandana, guerrilheiros do Brujeria fazem show em SP

Eles costumam subir ao palco empunhando facões (aqueles de cortar cana e cabeças nos filmes de terror) e cobrindo os rostos com bandanas. Usam pseudônimos porque alegaram, por muito tempo, que seus integrantes eram narcotraficantes procurados pelo FBI. A capa de seu primeiro álbum, lançado em 1993, tinha a imagem de uma cabeça decapitada e, por isso, foi censurado em diversos países. Toda essa lenda cerca o Brujeria, um grupo mexicano de death metal que combina drogas, sexo, satanismo e política latino-americana em suas letras.

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É claro que o papo de estarem envolvidos com o tráfico é só um tempero para atiçar a imaginação dos fãs. Na verdade, a banda foi um projeto paralelo do americano de origem mexicana Dino Cazares, guitarrista do Fear Factory. Na sua origem, em 1989, o grupo era composto por Cazares (guitarra), Pat Hoed (bateria), Billy Gould (baixo) e Juan Brujo (vocal). O primeiro disco, “Matando Güeros” (1993), é uma paulada só, sujo, com letras cantadas em espanhol e uma atitude agressiva, tocando como guerrilheiros em ação.

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Mal comparando seria um Rage Against the Machine bem mais poluído e extremo. Os caras tiveram a inegável importância, assim como o Sepultura no Brasil, de chamar a atenção dos metaleiros para o que estava sendo produzido na América Latina. Emendaram um segundo álbum, “Raza Odiada”, dois anos depois da estreia. Até a MTV se rendeu à fúria do Brujeria e colocou no ar um clipe da banda nos anos 1990. Mesmo com a popularidade em escalada, o grupo se recusava a fazer shows ou dar entrevistas, mantendo o mistério controlado.

Houve um vai-e-vem de integrantes nos anos seguintes e apenas mais um álbum de estúdio em 2000, chamado “Brujerizmo” . Hoje, restam no elenco original somente Juan Brujo,  Pat Hoed e Pinche Peach. É a formação que toca neste domingo (9/3), às 18h, no Clash Club, na Barra Funda, em São Paulo. Cabeças vão rolar. Mais informações sobre a apresentação aqui.